24 fev 2020

Turismo e serviços agitam mercado imobiliário

Categoria Notícias
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A Turismo de Portugal acaba de dar “luz verde” à construção de 105 novos hotéis, dos quais 29 na Área Metropolitana de Lisboa, segundo a notícia do Jornal de Negócios do dia 12 de fevereiro. O turismo continua em expansão em Portugal, cimentando a importância que tem na economia nacional. De norte a sul, os novos projetos distribuem-se em 18 no Norte, 14 no Centro, 29 em Lisboa, 21 no Alentejo e 23 no Algarve. São investimentos importantes que exigem o melhor, em termos de projeto e construção, para turistas cada vez mais exigentes na qualidade e na segurança. São pessoas que, para além da cultura diferente e apreciada por quem nos visita, procuram segurança, tranquilidade e justiça/responsabilidade social.

O número de escritórios em Lisboa também tem vindo a crescer, atingindo os 50% em janeiro passado, prevendo-se, também, a realização de novos projetos vocacionados para este sector nos próximos anos.

Qualidade – a única resposta

A qualidade do edificado em Portugal tem vindo a subir, fruto de políticas de fiscalização e da implementação de normas europeias. As empresas e os técnicos vêem-se assim obrigados a atualizar conhecimentos por forma a responder de forma responsável aos novos padrões de qualidade. O período de transição entre as duas realidades – RSA/REBAP/REAE e Eurocódigos estruturais – encontra-se praticamente esgotado. A NP EN1998, por exemplo, exige novos níveis de segurança que Portugal tem de saber aproveitar para a construção de uma imagem de excelência, sabendo que tanto o turismo como muitas sucursais de empresas internacionais se concentram em regiões de elevado risco sísmico. Essa aparente contradição – procura de segurança em regiões com elevado risco sísmico – tem o seu paradigma máximo em países como o Japão: teme-se mais pela segurança em muitos países com sismicidade nula do que no país do sol nascente. Isso porque nos habituámos a ver acontecerem fortes abalos sísmicos sem que tenha havido derrocadas de quaisquer edifícios (o problema com a Central Termonuclear de Fukushima deveu-se ao tsunami e não diretamente ao sismo). Naquelas ilhas nipónicas a preocupação é a da segurança, que acaba por conquistar quem para ali desloca empresas. A China, país de extremos, consegue ter o melhor e o pior. Acabamos sempre por tomar conhecimento de mais um edifício que ali ruiu e nunca das obras que todos os dias entram no Guiness do engenho Humano. A questão é: onde preferias estar com a tua família durante um sismo 8.0? Em Lisboa ou em Tóquio? Dá que pensar, não é? Ou é melhor não.

 

AFreire

Imagem: https://www.portugalgolfluxurytourism.com/the-time-for-lisboa/

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