22 nov 2019

Alterações Climáticas e Impacto na Orla Costeira

Categoria Alterações Climáticas
  • Alterações Climáticas e Impacto na Orla Costeira

 

Recentemente, a Organização das Nações Unidas publicou um relatório sobre alterações climáticas com previsões para os próximos anos. A causa maior dos problemas será o aumento da temperatura média em 1,5 °C, que por sua vez, é justificada pelo aumento desenfreado das emissões de gases de efeito estufa. Essas alterações têm impacto direto no desenvolvimento de Portugal. 
 
Alguns estudiosos afirmam que Portugal será o país da União Europeia mais afetado pelas alterações climáticas devido à sua extensão costeira muito abrangente. Uma das consequências seria o aumento do nível do mar, onde as ondas terão maiores dimensões e uma boa parte da região costeira poderá ficar submersa. Este é um grande problema para um país com uma pequena extensão territorial e que boa parte da sua economia, nas últimas décadas, provém do turismo dessas regiões.
Outro problema ocasionado pelo aumento da temperatura média é que as precipitações tendem a ser menores e mais fracas; o que, para um país como Portugal, que sofre anualmente com queimadas em algumas regiões, pode ser um fator decisivo para o aumento de ocorrências de incêndios. Outro problema que pode atingir a economia, é que a diminuição das precipitações pode influenciar a qualidade e quantidade da agricultura produzida no País.
 
Estima-se que metade das emissões de gases atmosféricos em Portugal, seja devida as Centrais Elétricas que utilizam carvão na sua produção, visto esta ser uma forma relativamente barata de se conseguir energia; e também o setor de transportes.
Para o problema das centrais elétricas, recentemente, o governo Português anunciou que a partir de 2023, o país vai deixar de produzir energia utilizando carvão, o que reduzirá a emissão de gases poluentes. Como alternativa, estão a ser criadas centrais solares, para atuação conjunta com as centrais eólicas e hidroelétricas existentes. Uma aposta do governo é também a criação de um novo complexo de barragens do Tâmega; contudo, a construção de uma das barragens está suspensa há meses por falhas graves na segurança.
Já para o setor de transporte, apesar de já se terem introduzido normas relativas à qualidade do combustível e às emissões dos veículos, a concentração das emissões de gases poluentes desse setor ainda está demasiado alta. Desde 2016 que a Estratégia Europeia de Mobilidade Hipocarbónica, tem vindo a implementar algumas ações urgentes como novas tecnologias que promovam sistemas de mobilidade eficientes e de rápida aplicabilidade.
 
A Central Projectos percebe a importância do desenvolvimento sustentável e possui uma equipa que preza por inserir nos seus projetos, soluções limpas e que causem o menor impacto ambiental possível, sem interferir na qualidade dos seus projetos.

A. Galvão 

 

Bibliografia: 

Prado, Miguel (2019, 1 Novembro). Adeus Carvão!: O que sobra então?. Acedido em Novembro 2019 em: https://expresso.pt/economia/2019-11-01-Adeus-carvao-O-que-sobra-entao-

Nações Unidas (2019). A ONU e a mudança climática. Acedido em Novembro 2019, em: https://nacoesunidas.org/acao/mudanca-climatica/

Lusa (3 Outubro 2019). Suspensão das obras na barragem do Alto Tâmega faz 90 desempregados. Acedido em Novembro 2019, em: https://www.publico.pt/2019/10/03/economia/noticia/suspensao-obras-barragem-alto-tamega-faz-90-desempregados-1888786

 Agência Europeia do Meio (21 Agosto 2019). Transportes. Acedido em Novembro 2019, em: https://www.eea.europa.eu/pt/themes/transport/intro

 

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