31 jan 2019

Robotização da Construção Civil

Categoria Tendências na área da construção civil
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Quase que passa despercebido, talvez porque nos vamos habituando à tecnologia, mas a robotização de algumas atividades na construção civil é já uma realidade. Na área estruturas alguns exemplos mais correntes são:

      - Corte e moldagem de armaduras de forma automatizada;

      - Corte, furação e soldadura automatizada em estruturas metálica;

      - Incorporação de elementos prefabricados;

No caso de armaduras a tecnologia não é recente mas para que o processo seja eficiente, quando se desenvolve o projeto, usando nomeadamente ferramentas BIM, é essencial produzir documentos que possam ser diretamente alimentados nos robots de corte e dobragem. Assim o processo é transparente e não obriga a uma preparação específica por parte de quem está na obra. A experiencia da Central Projectos a trabalhar neste domínio em alguns países, permite perceber que em algumas obras já não há ferramentas de corte e dobragem. Todas as armaduras chegam preparadas e etiquetadas à obra e o rigor com que criamos os mapas de armadura tem de ser muito elevado.

Algum software do mercado já exporta diretamente para ficheiros CNC que são aproveitados para cortar, furar e até soldar estruturas de forma automática. Esta tecnologia permite diminuir a intervenção humana e aumentar o rigor e qualidade dos trabalhos o que significa uma poupança significativa em algumas obras. Esta tecnologia está a abrir também outras portas à criatividade. Existe hoje uma nova tendência em arquitetura, que habitualmente se chama "free form", que foge ao padrão da repetição. Na Central Projectos estamos a desenvolver um projeto integrado neste novo conceito que tem aproximadamente 13 mil nós estruturais diferentes, com diferentes ângulos entre barras. Num processo automatizado o custo de produzir todos os nós diferentes ou todos os nós iguais é o mesmo.

A utilização de um número cada vez maior de elementos prefabricados é também um sinal da cada vez maior robotização efetuada em fábrica e aplicada em obra. Alguns dos elementos mais comuns, são as malhas de armaduras electrossoldadas, juntas de dilatação, apoios e todos os elementos pré-fabricados em betão a que já nos habituámos. Estes elementos estão cada vez mais disponíveis como objetos que se podem incorporar nos projetos em ambiente BIM.

Com a crescente escassez de mão-de-obra, o futuro passa pela cada vez maior automação na construção com uma crescente responsabilização do projeto que é simultaneamente uma ferramenta de automação que alimenta os processos automáticos.

Na Central Projectos olhamos o futuro com otimismo e estamos a dar passos importantes para estarmos na linha da frente, estando já a trabalhar com tecnologia de projeto que comunica diretamente com os Robots.

J. Catarino

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