30 nov 2018

Utilização de Leitos de Macrófitas no tratamento de águas residuais

Categoria Tendências na área da construção civil
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O tratamento de efluentes residuais com recurso a zonas húmidas naturais tem origem no início do Sec. XX, com o reconhecimento das capacidades de depuração destes sistemas. No entanto, apenas no início da década de 70 se começa a estudar sistematicamente o comportamento de plantas macrófitas e dos sistemas em que as mesmas se desenvolvem no contexto da depuração de diferentes tipos de efluentes residuais, originando a tecnologia base das atuais fito-ETAR ou Leitos de Macrófitas.

Genericamente, o tratamento resulta de uma combinação de diversos processos físicos e químicos, com o tratamento biológico a ser efetuado por populações de bactérias não nocivas, que se desenvolvem junto das raízes de plantas aquáticas, através da digestão das cargas orgânicas que transformam em nutrientes essências para as plantas, promovendo ainda um controlo das bactérias patogénicas.

 

 

Do exposto, facilmente se compreende a importância preponderante das plantas macrófitas no funcionamento do tratamento, destacando-se a estabilidade que conferem aos leitos, proporcionando condições favoráveis à filtração física dos efluentes, o isolamento térmico dos leitos durante o inverno e a constituição de uma enorme superfície, essencialmente no seu sistema radicular, para alojamento e crescimento das colónias de bactérias essenciais ao tratamento.

A utilização crescente desta tecnologia, na Europa e também no nosso país, tem permitido verificar que a mesma se adequa ao tratamento sustentável de águas residuais domésticas e industriais em pequenos aglomerados populacionais, condomínios privados e unidades hoteleiras isoladas, podendo ainda servir para o tratamento de efluentes de pequenas indústrias. Para tal continuem diversos fatores, dos quais se destacam:

          - a facilidade de construção;

          - a integração paisagística;

          - a baixa produção de lamas;

          - a possibilidade de criação de espaços verdes e de habitats naturais

A estes fatores acrescem ainda os reduzidos encargos de operação e manutenção, uma vez que:

          - não utilização de produtos químicos;

          - não consomem energia durante o funcionamento.

Necessitam, contudo, de manutenção e monitorização cuidada, que permita controlar o desenvolvimento das plantas e microrganismos que promovem o tratamento.

A sua aplicabilidade, como indicado, será limitada, uma vez que comparativamente com soluções de tratamento convencionais necessitam de grandes áreas de desenvolvimento. Tratando-se de sistemas de tratamento vivos, são também vulneráveis a outros fatores como cheias e incêndios, que embora resultantes de eventos extemos, se têm verificado com maior frequência no nosso país nos últimos anos. Acresce que, como se baseiam em processos biológicos, apresentam variações sazonais no seu desempenho. Ainda assim é possível, através de um dimensionamento criterioso dos leitos, que os valores de descarga continuem a cumprir com os valores limite de cargas poluentes estabelecidos na legislação.

Esta tecnologia continua em evolução, tendo nos últimos anos sido desenvolvidos testes com sistemas flutuantes de colónias de macrófitas ou com plantas com potencial para produção de biodiesel, por exemplo. Tem também crescido a sua utilização como sistema de depuração em piscinas naturais.

Na Central Projetos possuímos uma equipa dedicada e atenta ao pormenor, capaz de desenvolver os mais variados projetos de engenharia sanitária, não deixando de acompanhando as inovações na área, para que em cada projeto seja escolhida a tecnologia mais adequada às necessidades do cliente.

 

Créditos de imagens em:

Melbourn Urbanwater;

Lowimpact.org.

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