23 nov 2018

REAÇÃO AO FOGO DOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO APLICADOS EM FACHADAS

Categoria Segurança Contra Incêndio
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Nos tempos que correm temos cada vez mais preocupação com a eficiência energética dos edifícios e com a poupança na fatura energética que advém, por vezes, da adoção de isolamentos térmicos em paredes exteriores, nomeadamente nas fachadas dos edifícios. A existência de programas comunitários de financiamento para melhoramento da eficiência energética dos edifícios, catalisam este tipo de intervenções nos edifícios existentes. A solução que começamos a ver com mais frequência é a solução "ETICS" aplicada em fachadas.

Quantos de nós já não vimos um prédio com mais de nove metros de altura (mais de dois pisos), a ser construído ou reabilitado, com aplicação de um revestimento de fachada tipo "ETICS", em que o isolante térmico é composto por placas EPS ou XPS?

O Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndios em Edifícios (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro) define "reação ao fogo", como sendo "a resposta de um produto ao contribuir pela sua própria decomposição para o início e desenvolvimento de um incêndio, avaliada com base num conjunto de ensaios normalizados."

A escolha de um isolamento térmico com aplicação exterior numa fachada, ventilada ou não, deve ser bem ponderada. Como técnicos, não devemos ter em conta apenas o fator "térmico" mas também, nos casos descritos, a reação ao fogo desse isolamento e consequentemente do "conjunto", isolamento + revestimento, para além da forma de aplicação.

Recentemente, o incêndio na torre Grenfell, em Londres veio acelerar um pouco a importância da escolha de um revestimento de fachada adequado e a aplicação de barreiras de fogo na própria fachada, impedindo a propagação e expansão do incêndio pelo exterior. Hoje começam-se a dar passos significativos na avaliação da reação ao fogo de materiais e sistemas construtivos instalados em fachadas à escala real. Assim é já possível avaliar o comportamento ao fogo de um material ou sistema, tendo em conta não só a sua composição, como também a forma como é aplicado.

É importante alertar os técnicos projetistas, as equipas de fiscalização e também os donos de obra para a importância das soluções de revestimento em fachadas que vai bem além da eficiência energética. Em prédios com mais de um piso em elevação (no mínimo com três pisos), a reação ao fogo de um sistema completo tipo "ETICS" deve ser no mínimo da classe de reação ao fogo B-s3 d0, e o isolante térmico deve apresentar uma classe de reação ao fogo mínima, E-d2. Estarão estas classes de reação ao fogo a ser cumpridas?

A Central Projetos conta com uma equipa multidisciplinar e especializada nas várias áreas da engenharia e arquitetura que olham para o edifício como um todo e ponderam as várias soluções a aplicar nos seus projetos para que o resultado final seja mais do que a soma de todas as partes.

 

Créditos de imagens em:

Jornal Expresso;

Ordem dos Engenheiros.

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